José Hermano Saraiva [1919 -2012]
Forte imagem pública
Crise Académica de 1969
Discurso comprometido
| Clique na imagem para ler a entrevista |
| Clique na imagem para ler as cartas |
Cf. Reações à morte de José Hermano Saraiva
link
08:57 | Posted in gente que vale a pena, made in portugal, VALE LER | Read More »
Reportagem com a Orquestra Todos vence prémio de jornalismo
Parabéns ao meu amigo, José Sérgio pelas fotos!
21:08 | Posted in essa coisa de viver em sociedade, FOTOGRAFIA, gente que vale a pena | Read More »
Fernando Lopes (1935 - 2012)
No Público:
- Morreu o cineasta Fernando Lopes
- Fernando Lopes viveu como filmou
- Fernando Lopes, o realizador dos afectos
- Filmes que fizeram de Fernando Lopes uma referência
- Fernando Lopes: ninguém se rende
- Anos 80 - Modo de usar (4/6/2010)
- Diálogo com um cineasta português (8/8/2008)
- Lopes por Lopes - não é um auto-retrato (3/4/2008)
- Fernando Lopes - O fantasma do último filme (8/3/2008)
No Expresso - Cinemax - Antena 1
15:34 | Posted in cultura, gente que vale a pena, podcasts | Read More »
Para assistir em directo: Sessão Evocativa de Miguel Portas
ACTUALIZAÇÃO: a RTP Informação também está a transmitir a cerimónia em directo: aqui.
Para ver na íntegra:
Homenagem a Miguel Portas no Jardim de Inverno do Teatro São Luiz, com música interpretada por Mário Laginha, Aldina Duarte, Tito Paris, Mísia, Zé Pedro, Khalil Ensemble e Xana. Intervenções de Marisa Matias, Ruben de Carvalho, António Costa, Rita Blanco, João Semedo, Francisco Louçã, Paulo Portas, André Portas e Frederico Portas.
Sobre a homenagem que encheu o São Luiz: artigo | vídeo | álbum de fotos
Cf. também: Dossier Miguel Portas (1958 - 2012)
Expresso - Público - DN (aqui e aqui) - Jornal i - Diário Económico
14:21 | Posted in ESPUMAS, gente que vale a pena, navegações na rede, o estado da nação, vídeos | Read More »
Cinco perguntas a Matthieu Ricard , o 'homem mais feliz do Mundo'
Trocou então a ciência pela espiritualidade e rumou aos Himalaias. Estudou com alguns dos maiores guias do budismo e hoje é tradutor e braço direito de Dalai Lama. Pelo meio arranja ainda tempo para fotografar, escrever livros e com isso angariar dinheiro para o projeto humanitário Karuna Shechen, que ajuda mais de 90 mil pessoas.
Agora, com 65 anos e mais de 10 mil horas de meditação, voltou à ciência como objeto de estudo e foi monitorizado com 256 sensores colados na cabeça, que mediram a actividade do córtex pré-frontal do seu cérebro. A escala de felicidade, criada para a investigação da Universidade de Wisconsin e testada em centenas de outras pessoas, ia de um mínimo de felicidade, +0.3, ao máximo de -0.3. Matthieu Ricard atingiu -0.45. Em suma, em estado contemplativo, o monge conseguiu um equilíbrio entre emoções jamais visto, com um claro desvio para as positivas, como o entusiasmo e a alegria, que anulavam as negativas, como o medo e a ansiedade. Foi considerado o homem mais feliz do mundo.
Cinco perguntas a Matthieu Ricard:
Foi considerado o homem mais feliz do mundo. Qual é o seu segredo?
(risos) Não, isso não é bem assim.Mas posso dar alguns conselhos sobre as pessoas em geral. Primeiro há que se reconhecer que quer ser feliz. Acima de tudo não devemos negligenciar as nossas emoções, o nosso interior. Egoísmo, arrogância, agressividade são tudo sentimentos que nos fazem sentir mal, que controlam as nossas mentes e impedem a nossa felicidade. Não são sentimentos que nos sejam impostos, nós somos os responsáveis por eles e toda a gente sabe o mal que nos fazem. A verdade é que nós podemos treinar a nossa mente. Não interessa o que se passa cá fora, o nosso controlo aí é muito limitado. Já lá dentro só depende de nós.
Temos de pôr de lado os prazeres mundanos para sermos felizes?
Não há mal nenhum no prazer. Mas o prazer não tem nada a ver com felicidade. Imagine por exemplo um banho quente. Se viermos gelados da rua e nos pusermos debaixo de água quente, sabe maravilhosamente. Mas se ficarmos lá 24 horas, é insuportável. Tal como a música alta. Um bocadinho é bom, 24 horas pode ser tortura. Aliás, é um dos métodos usados em Guantanamo. Viver apenas de prazer deixa-nos exaustos. A felicidade é uma forma de estar na vida, não é apenas uma sensação momentânea.
Durante décadas, muitos psicólogos defenderam que nos devemos focar mais no "eu". Já você tem uma visão totalmente contrária. Afinal quem tem razão?
Essa é uma visão muito estúpida. É óbvio que devemos pensar em nós próprios, mas não devemos passar o dia focados no "eu, eu, eu". Que forma mais aborrecida de viver! O individualismo e o egoísmo destroem a felicidade. Essa ideia de que primeiro vou tomar conta de mim e depois, se me sentir bem, é que me dedico aos outros, não funciona. É uma atitude em que todos têm a perder. Parte de treinar a mente está em amar os outros, preocuparmo-nos com os outros, dar aos outros e aí a felicidade será conjunta. Dar e receber é uma bola de neve. Mas atenção: preocuparmo-nos connosco, gostarmos de nós, é importante. Só não pode é ser feito de forma narcísica.
Estamos no meio de uma profunda crise económica. Ainda há pouco tempo um homem suicidou-se em frente ao Parlamento grego por causa da falta de dinheiro. Nestas condições, como é que podemos ser felizes?
Se ligarmos a felicidade exclusivamente ao dinheiro nunca conseguiremos. Há muitas coisas supérfluas nas nossas vidas. Coisas de que não precisamos. Passamos a vida a tentar ter essas coisas materiais e se não as temos sentimo-nos miseráveis. Mas realmente precisamos delas? De tanto luxo?
E quando se deixa de ter dinheiro para pagar as contas? Não é uma questão de luxo...
Viver de forma mais simples não significa que tenhamos de voltar a viver na floresta. Mas não podemos nós mudar o estilo de vida e viver com menos? Essenciais são a amizade, a paz, a sensação de ter o coração cheio, de que cada momento vale a pena ser vivido. Está mais do que estudado - e atenção que não falo de ensinamentos budistas - que quanto maior o nível de consumismo, menor é a felicidade que se alcança.
publicado no Expresso
20:24 | Posted in gente que vale a pena | Read More »
Um minuto de silêncio pelo Miguel
Todos os deputados de pé. Um minuto de silêncio. Acaba de ser aprovado por unanimidade o Voto de Pesar pela morte de Miguel Portas, apresentado pelo BE na Assembleia da República. O Governo também se associou ao gesto. O texto segue a baixo, na íntegra.
[ACTUALIZAÇÃO] Ver vídeos: SIC Notícias | TVI | TVI24
VOTO DE PESAR PELO FALECIMENTO DE MIGUEL PORTAS
Após mais de dois anos de luta contra o cancro, Miguel Portas faleceu no dia 24 de Abril, com 53 anos.
Ativista pela democracia desde jovem, foi preso pela polícia política da ditadura quando tinha apenas 15 anos. Esteve nas manifestações de estudantes e partilhou a esperança de tanta gente. Queria acabar a guerra, terminar a ditadura e mudar o mundo. Viveu o 25 de Abril e quis sempre continuar esses valores solidários.
Militou no PCP entre 1974 e 1991.
Trabalhou em diversos municípios em programas culturais. Aprendeu a valorizar o poder local, as culturas, o interior e sobretudo as pessoas.
Economista por formação, o jornalismo foi a sua vocação. Fez parte da redação da revista “Contraste” e foi editor de cultura do jornal “Expresso. Fundou o jornal “Já” e a revista Vida Mundial, publicações das quais foi diretor.
Cosmopolita, apaixonado pela diversidade das culturas e pelos seus sinais, foi co-autor e apresentador de duas séries documentais televisivas sobre o “Mar das Índias” (2000) e sobre o Mediterrâneo, em 'Périplo' (2004), e escreveu dois livros sobe esta região, “No Labirinto” (2006) e, com Cláudio Torres, 'Périplo' (2009). Publicou também 'E o resto é paisagem' (2002), uma recolha de crónicas, ensaios e reportagens.
Miguel Portas foi fundador do Bloco de Esquerda, tendo sido o seu primeiro eurodeputado, em 2004, e foi reeleito eurodeputado em 2009, continuando a exercer as suas funções em Bruxelas até aos seus últimos dias. Foi dirigente do Bloco de Esquerda desde a sua primeira assembleia até agora. Durante toda a sua doença, que encarou de forma corajosa e despojada, continuou sempre a cumprir as suas responsabilidades, dedicando-se nas suas últimas semanas a preparar o relatório do Parlamento Europeu sobre as contas do Banco Central Europeu.
O seu falecimento suscitou tomadas de posição do Presidente da República, do governo, dos partidos políticos, da CGTP, de associações e de muitas personalidades, do Parlamento Europeu e de múltiplos partidos europeus e outros. De todos os quadrantes políticos, estas mensagens realçaram o lado humano e a importância dos contributos de Miguel Portas para uma democracia mais intensa. São assim demonstrações tanto da sua combatividade como do seu respeito pelos outros, que era uma das marcas distintivas do seu compromisso consigo próprio. A democracia era a sua vida e não a concebia sem se entregar totalmente ao que mais gostava de fazer: a intervenção pública e cidadã.
Teve uma vida preenchida, que viveu intensamente, mas tinha sempre os olhos postos no futuro: “Não vivo muito o meu passado, não carrego muitas saudades”, escreveu. Na sua última entrevista, dizia ainda que “A minha vida valeu a pena porque ajudei os outros”. Tinha razão. Ajudou, com o fulgor da sua inteligência e do seu humor, todos quantos privaram de perto com ele. Colaborou em causas. Disse o que pensava. Defendeu a beleza das coisas simples. Procurou ter tempo para pensar e para viver a companhia dos filhos. Viveu sempre com emoção. Não é pouco. Na verdade, é quase tudo.
Assim, a Assembleia da República apresenta à sua família e amigos as mais sentidas condolências, juntando-se a todas as vozes que lamentam a sua perda e a forma como esta empobrece a democracia.
São Bento, 26 de Abril de 2012
via Esquerda.net
O velório do eurodeputado Miguel Portas que morreu terça-feira na Bélgica vai decorrer a partir das 15:00 de sábado no Palácio das Galveias, em Lisboa, até ao final da tarde.
No domingo, realiza-se uma sessão pública evocativa no Teatro S, Luiz organizada pelo Bloco de Esquerda.
Também no domingo vai realizar-se, às 17.30, uma missa, mandada celebrar pela mãe de Miguel Portas, Helena Sacadura Cabral, na Igreja do Sagrado Coração de Jesus, que foi projetada pelos arquitetos Nuno Portas, pai do deputado europeu do Bloco de Esquerda, e por Nuno Teotónio Pereira, no início dos anos 1970, disse à Lusa a mesma fonte familiar referindo que a cerimónia religiosa vai ser celebrada pelo padre Peter Stilwell.
O Parlamento Europeu realiza uma cerimónia em memória de Miguel Portas no dia 10 de maio, em Bruxelas.
A cremação vai decorrer de forma privada, apenas na presença da família.
Miguel Portas, economista, político e jornalista foi um dos fundadores do Bloco de Esquerda, morreu na terça-feira à tarde, aos 53 anos, no Hospital ZNA Middelheim, em Antuérpia, vítima de cancro.
Em 2004, tornou-se o primeiro deputado a ser eleito pelo Bloco para o Parlamento Europeu, onde trabalhava até agora, integrado no Grupo Confederal da Esquerda Unitária Europeia/Esquerda Nórdica Verde (GUE/NGL), a sexta maior família política da assembleia europeia, na qual Portugal é o terceiro país mais representado (a seguir a Alemanha e França), com dois deputados do Bloco e outros tantos do PCP.
publicado na Agência Lusa
12:32 | Posted in documentos e e-books, ESPUMAS, essa coisa de viver em sociedade, gente que vale a pena, vídeos | Read More »
O Miguel continua pela Avenida da Liberdade!
22:30 | Posted in ASTERISCOS, ESPUMAS, essa coisa de viver em sociedade, FOTOGRAFIA, gente que vale a pena, o estado da nação | Read More »
Tippi Degré, menina da selva
THE LITTLE FRENCH GIRL WHO PLAYED WITH WILD BEASTS
ADOPTED BY AFRICA
16:16 | Posted in gente que vale a pena, MEDIABAR | Read More »





