Rock in Rio abre hoje as portas à 4ª edição em Lisboa
Cartaz decepcionante: francamente fraco, estilhaçado e inconsistente. Volto a apostar que o mais interessante deve voltar a acontecer no palco secundário e não no que tem honras de principal e recomendo, a quem passar pela Quinta da Belavista, que dê prioridade ao Palco Sunset em lugar do Palco Mundo. Um palpite de que este ano o festival se vai converter no que a edição anterior já augurava: um imenso parque de diversões ao ar livre, feito especialmente a pensar nas famílias e nos pré-adolescentes, apostando mais no lupanar do que na música, a atrair um público mais interessado no convívio do que nos artistas e nas actuações, mais motivado pela 'caça ao brinde' nos vários stands de marcas presentes no recinto, do que propriamente nos concertos que acontecem sobre os palcos. Mantenho a minha: a cada ano que passa, o Rock in Rio caminha mais para mega-festa, afastando-se do que representa, ou deveria representar, a organização de um festival que se quer de música e, amis ainda, de rock. Nada contra: é uma opção. Uma opção que, todavia, fica obrigada a ser aquilo que se afirma e que não pode simplesmente reclamar-se daquilo a que tem pretensão vaga de ser. Por mais milhares que atraia, nesse aspecto, nada mudará pelo facto óbvio de a natureza aos eventos não depender dos números.
Pode ser que me engane, mas a minha antevisão resume-se a isto. A ver vamos!...


