|

Reportagem: os principais momentos da X Cimeira Luso-Brasileira


link

Lula diz que investimento brasileiro pode servir para alavancar economia portuguesa


link

Investimento brasileiro está a aumentar em Portugal


link

Lula da Silva espera que língua portuguesa seja a mais falada no mundo


link

Cavaco destaca obra de poeta Arménio Vieira


link

Presidente do Brasil recebido por Cavaco antes da X Cimeira Luso-brasileira.

Lula da Silva estupefacto com demora da UE em ajudar a Grécia

"Alguém economista que me explique por que razão a UE demorou três meses a ajudar a Grécia", disse Lula da Silva, ao lado do primeiro ministro português, José Sócrates, no final da X Cimeira Portugal-Brasil, realizada esta quarta-feira em Lisboa.
O presidente brasileiro, Lula da Silva, manifestou esta quarta-feira, em Lisboa, a sua estupefação pelo facto de a União Europeia (UE) ter demorado três meses a ajudar a Grécia.
O chefe de Estado brasileiro criticou ainda a UE por não ter um modelo de regulação financeira e questionou "por que deixaram cair o (banco) Lehman Brothers", que abriu caminho à presente crise mundial.
Portugal e Brasil realizaram esta quarta-feira a sua décima cimeira, marcada pela assinatura de sete acordos de cooperação política e empresarial. link

Portugal e Brasil reforçam cooperação económica

O primeiro ministro, José Sócrates, elogiou esta quarta-feira os resultados das relações luso-brasileiras, dizendo que os dois países já cooperam nas áreas mais críticas para o sucesso das nações: energia, ciência e língua. Já o presidente do Brasil, Luíz Inácio Lula da Silva, garantiu a participação do seu país no apoio à economia portuguesa, através do investimento de empresas brasileiras em Portugal.
José Sócrates falava ao lado do Presidente do Brasil, Luíz Inácio Lula da Silva, numa cerimónia de assinatura de acordos, que começou com uma hora de atraso, no âmbito da X Cimeira Luso-brasileira.
"Os acordos que assinámos marcam um novo momento nas relações entre Portugal e o Brasil. A nossa cooperação assenta nos domínios mais críticos para o sucesso das nações: a energia, a ciência e tecnológica, a promoção e a difusão da língua", disse o líder do Executivo português.
José Sócrates disse depois que Portugal assiste "com orgulho" à ascensão económica do Brasil no mundo e frisou que algumas das maiores empresas brasileiras já estão presentes em Portugal.

Investimento brasileiro

"Eu estou feliz porque finalmente o Brasil e Portugal juntam-se numa coisa extraordinária e o potencial do Brasil pode ajudar a alavancar a economia portuguesa", disse por sua vez Lula da Silva.
Lula da Silva destacou o facto de mais de 600 empresas terem investido num passado recente 20 mil milhões de euros no Brasil, afirmando que chegou a hora de os empresários brasileiros investirem em Portugal.
Depois de reconhecer que o mundo atravessa atualmente uma crise "sui generis", uma crise "que vai exigir sacrifícios", Lula da Silva salientou que o Brasil está a viver um "momento excecional", e apresentou o seu país como "um caso de sucesso".
Referindo-se à cimeira Portugal-Brasil, considerou "muito importante" a assinatura dos sete acordos de cooperação política e empresarial, e elogiou os empresários portugueses pela "descoberta do Brasil", considerando ser agora chegada a hora de retribuir.
Os elogios estenderam-se ainda ao Governo de José Sócrates, a quem tratou por "companheiro", e referiu que foi preciso visitar Portugal "para descobrir um país onde uma empresa se cria em 30 minutos".
"O ministro da Indústria (brasileiro) vai ter que aprender com Portugal. Nós vamos ter que aprender com Portugal", acentuou.
A concluir, Lula da Silva confessou-se "muito cansado", justificando assim a não realização da prevista conferência de imprensa.
"Um Presidente da República não pode dizer que está cansado. Mas eu estou. Estou cansado. Estou a terminar uma viagem longa, que começou na Rússia e passou pelo Qatar, Irão, além de Espanha e Portugal", disse.
"Mas estou feliz", garantiu, terminando com votos de que sejam assinados mais acordos de cooperação, pelo menos até ao fim do seu mandato, a 31 de dezembro deste ano.

Resposta conjunta a "conjuntura mundial difícil"


"No processo de internacionalização e afirmação económica no mundo, o Brasil deixa marcas em Portugal. As maiores empresas de referência estão em Portugal", apontou o líder do Executivo de Lisboa, dando como exemplos a Petrobras, a Embraer e a Camargo Corrêa.
Para o primeiro ministro, tratam-se de "empresas de primeira linha ao nível mundial, que são empresas de bandeira no Brasil e que são bem vindas a Portugal".
"Se alguma coisa marca as relações entre os dois países, é que se passou para uma fase de afirmação económica. Os tempos exigem de nós um empenhamento nesse domínio", sustentou.
Neste contexto, Sócrates dirigiu-se especificamente ao Presidente do Brasil para lhe sublinhar "o empenhamento das empresas portuguesas e do Governo português, quer para acolher investimento brasileiro, quer seja para afirmar investimento português no Brasil".
"Chegou o momento de cumprirmos aquilo que a nossa História nos impõe: estar à altura destes tempos exigentes significa intensificarmos as relações comerciais e as relações entre as empresas, que criam emprego. Significa também darmos uma resposta em conjunto face às dificuldades que todo o mundo atravessa", salientou o primeiro ministro.
José Sócrates fez ainda questão de salientar que a atual afirmação do Brasil no mundo deixa os portugueses "muito satisfeitos e muito orgulhosos".  link

Cavaco e Lula na entrega do Prémio Camões


O Presidente da República portuguesa defendeu esta quarta-feira, na cerimónia de entrega do Prémio Camões, que o português é "definitivamente" uma língua global. O Chefe de Estado brasileiro, Lula da Silva, aproveitou por seu turno para fazer uma breve retrospectiva da obra do galardoado, o cabo-verdiano Arménio Vieira, elogiando todos os valores que incorpora.
Lula da Silva falou do Prémio Camões como sendo "um marco e já uma referência internacional", atribuído a dezenas de autores de língua portuguesa consagrados e assim uma "demonstração definitiva do universalismo da língua Portuguesa".
Lula vincou assim a ideia da língua portuguesa como global e disse sentir-se "honrado por participar pela terceira vez" na entrega deste prémio.
Já Cavaco Silva,o primeiro a ter a palavra na cerimónia, afirmou que "as chamadas literaturas lusófonas (...) e a projeção internacional de muitos dos seus autores são a prova irrefutável de que a Língua Portuguesa se tornou, definitivamente, uma língua global".
Cavaco começou o discurso agradecendo a presença do seu homólogo brasileiro, Lula da Silva, dizendo que honrou a cerimónia com a sua presença, mas que o gesto reflete sobretudo a importância que o Presidente do Brasil "sempre atribuiu à promoção da Língua Portuguesa".
Referiu-se mais do que uma vez à língua portuguesa como um "extraordinário capital" que os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) partilham e cada vez mais cidadãos, e disse que a consolidação de cada uma das literaturas lusófonas e "o reconhecimento internacional da sua singularidade, constituem motivo de regozijo para todos".
"Mas é igualmente importante reforçar, cada vez mais, os laços privilegiados que a existência de uma língua comum tornou possíveis entre os nossos povos, e lutar para que a Língua Portuguesa obtenha, nas instâncias internacionais, o estatuto a que tem direito", advogou Cavaco Silva.
"A memória de Camões assim o exige. A qualidade de muitas obras literárias que se escrevem na sua língua e são premiadas com o seu nome assim o reclama", defendeu.
Nas palavras para o homenageado, o cabo-verdiano Arménio Vieira, Cavaco Silva recordou que é a primeira vez que o Prémio Camões é entregue a um escritor deste país e que é o reconhecimento de toda a sua obra.
"Quero dar os meus parabéns ao premiado, o poeta Arménio Vieira, e felicitá-lo por este galardão, que vem consagrar a sua obra e colocá-lo ao lado de outros nomes já consagrados da Lusofonia, como Miguel Torga ou José Craveirinha, Pepetela ou Rubem Fonseca", disse o Presidente da República.
O chefe de Estado felicitou também o povo cabo-verdiano, que festeja, este ano, o trigésimo quinto aniversário da independência e os 550 anos do descobrimento e evocou nomes como Baltazar Lopes da Silva e Manuel Lopes, que contribuíram "para a afirmação da cultura e das letras cabo-verdianas".
A cerimónia decorreu no Museu Dos Coches, bem perto do Mosteiro dos Jerónimos, e Cavaco Silva aproveitou o facto para lembrar que estão sepultados ali "dois maiores poetas portugueses, que são, simultaneamente, dois dos maiores vultos da literatura universal de todos os tempos: Luís de Camões e Fernando Pessoa".

Entrega do Prémio Camões

Lula da Silva e Cavado Silva entregaram depois o prémio ao homenageado, sempre acompanhados pelo primeiro ministro, José Sócrates, e os ministros da Cultura de Portugal e do Brasil, Gabriela Canavilhas e João Silva Ferreira, respetivamente.
No final, Lula da Silva teve ainda tempo para cumprimentar Eduardo Lourenço e José Carlos Vasconcelos, que lhe foram apresentados por José Sócrates, mas já não assistiu ao pequeno recital no final da cerimónia, seguindo, com Cavaco Silva e com o primeiro ministro para a X Cimeira Luso-brasileira, que decorre no Palácio das Necessidades.
A cooperação nas áreas de ciência, tecnologia e inovação e de energias renováveis, mas também questões culturais constam da agenda cimeira.
O chefe de Estado brasileiro fica apenas umas horas em Portugal e regressa hoje ao Brasil, após o jantar oferecido por José Sócrates, encerrando um périplo que fez por cinco países - Rússia, Qatar, Irão, além de Espanha e Portugal, iniciado na quarta feira passada. link

Lula da Silva recebido em Belém pelo Presidente da República


O Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, foi esta quarta-feira recebido pelo Presidente da República no Palácio de Belém, no âmbito de uma visita de horas a Lisboa para participar na X Cimeira Lusobrasileira.
Lula da Silva chegou à Residência oficial às 17h30 onde, depois de cumprimentar Cavaco Silva, assinou o livro de honra.
Os dois chefes de Estado, que não falaram aos jornalistas, posaram para a foto oficial e seguiram para um encontro a sós.
O Presidente do Brasil chegou hoje a Lisboa, onde permanece por poucas horas, para participar na X Cimeira Luso-brasileira, que decorre ao final da tarde, no Palácio das Necessidades.
A cooperação nas áreas de ciência, tecnologia e inovação e de energias renováveis, mas também questões culturais constam da cimeira, que junta os chefes de Governo português, José Sócrates, e brasileiro, Lula da Silva, e vários membros dos dois Governos.
Antes da sessão plenária, que decorre já ao fim da tarde, Lula da Silva participa na entrega do prémio Camões, no Mudei dos Coches.
Depois, decorrerá, já no Palácio das Necessidades, um encontro com José Sócrates.
A cimeira acontece em plena contenda entre a Portugal Telecom e a Telefónica, que quer comprar à operadora portuguesa a participação desta na Vivo no Brasil, mas ficará marcada por outro negócio, o do acordo que deverá ser assinado para pesquisa e exploração conjunta de petróleo em águas profundas no Brasil entre a Galp e a brasileira Petrobras.
O chefe de Estado brasileiro regressa hoje ao Brasil, após o jantar oferecido por José Sócrates, encerrando um périplo que fez por cinco países - Rússia, Qatar, Irão, além de Espanha e Portugal, iniciado na quarta feira passada. link



Cf também:

Posted by por AMC on 23:57. Filed under , , , . You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0. Feel free to leave a response

0 comentários for "Reportagem: os principais momentos da X Cimeira Luso-Brasileira"

Leave a reply